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Ah, esta carreira de atriz...
Traumatizante: a única cena que tive que fazer na academia de cinema hoje foi andar de uma parede a outra numa sala de aula, virar para a turma e começar a aula. Foi ruim. Foi péssimo. Me fez pensar novamente em desistir de ser atriz e tentar ser alguma outra coisa na indústria cinematográfica. :-) As coisas simples são as mais difíceis de fazer em cena.
Escrito por Cris às 21h30
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Super Size Me
Vi o filme "Super Size Me" hoje por conta de um cancelamento de aula. Gostei muito. Foi além das minhas expectativas e me fez pensar muito na minha dieta, que já é bem saudável mas pode melhorar. Me fez também, inacreditavelmente, achar que processar o Mc Donald's não é tão absurdo assim, nem mais uma bizarrice de uma sociedade que processa todos por tudo como a americana. Fiquei receosa de pensar em vir a criar um filho no ambiente em que vivemos, e dei graças a Deus por não ter tido filhos com meu ex americano. Definitivamente, quanto mais eu aprendo sobre o ambiente escolar de lá, mais certeza eu tenho de que estudar numa escola americana é quase que uma caminhada rumo à insanidade.
Escrito por Cris às 23h08
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Pensamentos soltos
- Acho que há pouca coisa no mundo mais gostosa que massagem. Uma temporadinha na casa da minha mãe sempre me faz lembrar disso.
- Que bom que o calor chegou, eu já tava com saudades de usar vestido.
Escrito por Cris às 21h55
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Uma semana que se encerrou o retiro da oração centrante no qual fiz a interpretação do Pe. William Meninger. Ainda guardo as lembranças do retiro vívidas na mente e no coração. Ainda me comove pensar no que vivi. Sei que vou guardar com carinho por muitos anos a experiência do trabalho lá, e que ela vai ser ainda mais rica na hora em que eu tiver que me “prostituir” no meu trabalho de intérprete, o que fatalmente vai acontecer um dia. Não sei se a vida vai me brindar com outra oportunidade daquelas, em que tive como nunca a dimensão da sacralidade do meu trabalho.
Eu já havia experimentado antes a sensação de quase-êxtase e imensa gratificação depois de interpretar D. Laurence nas palestras dele, pelo conteúdo da mensagem, pela elegância de estilo e pela sintonia com o sentimento interior do palestrante – o que, por sinal, foi notado por grande parte do público que veio falar comigo e sentido pelo próprio D. Laurence. Mas a experiência de traduzir o aconselhamento particular feito pelo Pe. William, numa salinha fechada em que as pessoas falavam de suas experiências mais íntimas foi assustadora de tão forte. Me senti quase que uma invasora de um confessionário ou consultório de psicoterapeuta. As pessoas depositaram em mim uma confiança tácita, visto que não era a mim que procuravam para se aconselharem, mas a um monge de 70 anos de idade, autoridade em Bíblia, criador do método de oração contemplativa que aquelas pessoas praticavam há anos. Só que sem mim não iam conseguir falar o que tanto queriam com ele nem ouvir a sabedoria das suas palavras. Então lá estava eu, pequena, inexperiente naquele método de oração, com menos da metade da idade daquele homem, sem ter passado por tudo que ele passou para estar ali. Lembrei de tudo o que ouvi sobre ética na escola de tradução, sobre a importância de respeitar o segredo dos outros, sobre lidar com assuntos que às vezes chegam ser de vida e morte. Se eu tivesse recebido em reais o que recebi em riqueza interior nesse trabalho eu no mínimo tinha dado entrada num apartamento, apesar de ser impossível contabilizar o valor do que vivi. Quem pode pôr números no valor de ouvir uma mulher de 65 anos relatar sua experiência de dificuldade na meditação desde que ela perdeu um filho para o câncer há seis meses, e ver as lágrimas dela depois das palavras de imensa sabedoria e ternura ditas pelo padre? Quem pode contabilizar o valor desse consolo? Ou ver as pessoas, uma após a outra, se emocionarem ao contar um segredo que não tinham coragem de contar para ninguém além dos círculos mais próximos de amigos? Qual o valor de ser um dos canais entre a sede mais profunda e a água que a sacia? Mais ainda para acrescentar à minha riqueza foi encerrar um dia exaustivo com o Pe. William, começado às 9:30 e encerrado às 17:30, depois de ter traduzido duas palestras e sabe-se lá quantos períodos de aconselhamento individual, ouvi-lo comentar, ao sair da salinha: “Não é que há gente santa neste mundo? Você não acha?” Respondi que sim, ao que ele acrescentou: “E por alguma felicidade da vida parece que todas elas cruzam o meu caminho.” Disse a ele que há pessoas que acreditam que a gente projeta no outro aquilo que a gente mesmo é, portanto a observação dele parecia revelar muito sobre ele próprio. :-) Foi a impressão que tive convivendo com ele: um homem de tanto amor que consegue enxergar o grande amor que os outros têm pra dar. Indistintamente.
Escrito por Cris às 22h25
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Inauguração
Olha só, não é que aconteceu? Finalmente iniciei um blog! Segundo a minha amiga Bethania é a minha cara: apesar do meu semi-analfabetismo informático, escrever diário e ainda por cima "publicá-lo" abertamente, tenho que concordar, é mesmo a minha cara. Fiquei muito em dúvida por saber que sou uma pessoa que revela muito e que deveria falar menos, revelar menos, se expor menos. Mas ninguém vai ler isto aqui, mesmo, e quem o fizer provavelmente o fará com a melhor das intenções.
Quanto ao nome do bichinho: em vinte dias será minha idade. De acordo com o Luiz, o cunhado mais espetacular que alguém poderia ter, "os santos ficam na idade de Cristo pra sempre", o que pode vir a eternizar minha permanência nesta idade, dependendo da minha conduta. :-) Antes mesmo de ela chegar já a estou achando linda: vou entrar nela com vários sonhos já realizados e obstáculos superados, melhor do que entrei nos 32, eu acho.
Também há outros motivos para o título:
- é o número de segundos em que tenho que fazer meu alongamento diário para ser eficaz contra a bendita condromalácia;
- é o número médio de minutos que dura a minha meditação da manhã (sem precisão alguma, claro);
- traz lembranças queridas, entre elas a da Trindade;
- tem uma sonoridade legal.
Pra quem encarar, bem-vindo!
Escrito por Cris às 22h00
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