Aniversário do Lucas
Terminei hoje uma tradução punk e estou muito cansada, mas não posso deixar passar em branco o aniversário do amigo mais inesperado que ganhei neste ano: Lucas Ribeiro. Vindo a mim através do Orkut, quem diria... Depois achamos uma conexão entre a namorada dele, uma pessoa muito meiga, e uma grande amiga minha, vá lá, mas a responsabilidade por manter o contato foi inteira dele. Me achou na comunidade de Taizé, me mandou um email lindo, ficou correndo atrás mesmo eu sendo muito inconstante nos meus contatos. Me incluiu na turma e no coração dele, me apresentou gente que já virou querida e, do alto dos seus 22 anos, me fez repensar e sentir diferente um monte de coisas na minha vida. Foi um dos lindos "achados" deste ano de 2004, muito pródigo em bons relacionamentos de amizade. Espero que a idade não leve embora a pureza em olhar o mundo que encontro nele; pelo contrário, que tempere de sabedoria o jeito que ele tem de viver.
Escrito por Cris às 20h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Primavera
A primavera, finalmente, chegou. Para mim chegou na quinta-feira e se instalou, definitivamente. E não adianta a meteorologia insistir em trocar “o sol de quase dezembro” que aí estava com muita propriedade por esse friozinho e vento indecentes para esta época do ano que chegaram hoje. O que aconteceu nos últimos quatro dias valeu para consolidar a primavera no meu coração.
Tudo começou com o calor físico, mesmo, que chegou na quinta e me permitiu tirar do armário os vestidos. Depois uma lufada poderosa de cinema e música tomou conta do dia (e daqueles que se seguiram) quando vi A Voz do Coração. Em rigor eu deveria parar de falar de filmes que já saíram de cartaz aqui no blog, pois vocês três que o lêem não têm como conferir o que digo e eu termino por só deixá-los com água na boca. Mas é impossível deixar passar batido esse filme lindo e delicado. Há tempos eu não me emocionava no cinema do jeitinho que me emocionei com esse filme. É claro que alguns filmes que vi neste ano me emocionaram, mas tem uma certa área do coração que só é atingida deste modo de vez em quando. É um filme sem medo de ser sentimental, mas que não resvala para a pieguice. Fiquei tocada com o desprendimento do personagem principal, professor Mathieu, mas por outro lado me senti perigosamente identificada com a solidão romântica dele. :) O que serviu de consolação foi intuir que, se eu acabar tendo o mesmo destino de celibatária que ele tem, tenho certeza que também serei “adotada” como mãe de algum menino fofíssimo como o Perpinot que tanto se apega a ele no filme.
No sábado ganhei minhas primeiras flores: um vaso de lindas margaridinhas – simples, campestres, amigas da luz e da água, alegres como só as margaridas podem ser. E depois fui a uma festa que rejuvenesceu meu coração. Tenho quase a certeza de que eu era a mais velha da festa, mas fiquei plenamente à vontade, totalmente Cris em meio à moçada que conheci. Foi uma festa de ótimas conversas, convivência tranqüila, muitas risadas e outras tantas gargalhadas, violão e música. Tive a impressão de que me tornei parte daquela turma, inclusive pela opção religiosa que eles têm: pelo que notei são católicos centrados, o que evitou aquela coisa desagradável de me sentir uma subversiva que escandaliza a todos. Apesar de muitos poderem se sentir chocados com essa afirmativa, visto que sou uma caretíssima assumida, há certos ambientes religiosos em que as pessoas são tão rígidas que eu sou considerada uma verdadeira rebelde. Aliás, isso acontece com muita freqüência. Herança dos filhos espirituais de Dom Hélder Câmara que eu aceito resignada. Se acontecer porque, como ele, sou profeta dentro da minha própria Igreja, então que assim seja.
Escrito por Cris às 22h02
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|