A tal da química
Tive uma troca de idéias iluminada com o grande Hélder Ribeiro através deste blog. Se este meio de expressão não tiver mais nenhuma outra serventia, pelo menos está sendo um tanto quanto terapêutico pra mim. :) Quem quiser pode consultar o comentário que o Hélder fez no post “Quem reclama...” sobre química e o que eu respondi. Sempre questionei muito “a tal da química”, ou atração, ou, num grau mais forte, a paixão. Não compro a idéia disseminada pela nossa sociedade ocidental de que os relacionamentos se constroem com base em paixões avassaladoras, do tipo Romeu e Julieta. Aliás, na maioria das vezes elas acabam com relacionamentos ao invés de construí-los, e de quebra arrastam a nossa vida para o fundo do poço. Muitas vezes cheguei a invejar as sociedades orientais, que baseiam os casamentos em afinidades e interesses de outra natureza. Mas, no fundo no fundo, acho que o equilíbrio – pelo menos para nós ocidentais – está no meio termo: nem paixão demais nem de menos. E acho que Deus pode até mesmo se servir da química e da paixão para nos mostrar alguma coisa. Nós mesmos, se estivermos em sintonia com nosso eu mais profundo, acho que também podemos usar bem a química a nosso favor. No meu caso, ela já me pôs em algumas roubadas. :) Mas no que toca ao dito cujo sujeito que citei nos dois últimos posts, ela – ou a falta dela – me prestou um grande serviço: me impediu de me envolver com alguém que em dois emails já se mostrou totalmente inadequado pra mim. Quem dera os próximos sinais que ela der continuem ajudando ao invés de atrapalhar.
Escrito por Cris às 22h13
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