Viva São Patrício!
Hoje é o primeiro dia de São Patrício que não vou comemorar desde 1998. Naquele ano fui à comemoração no Finnegan's Pub aqui em Sampa, um dos meus bares preferidos. No ano seguinte comemorei em San Diego, onde estava morando, e depois que voltei ao Brasil não faltei a uma só festa. Isso porque amo tudo o que se refere à Irlanda -- por ironia um país que não conheço. Os irlandeses que conheci até hoje foram via de regra muito simpáticos, e o que o país deu para o mundo em termos de literatura e cinema é incomparável. Só que domingo passado fui pega de sopetão por uma febre de 39 graus que não baixou até o dia seguinte, o que me obrigou a ir ao pronto-socorro. Diagnosticaram uma infecção de garganta brava e me mandaram fazer repouso de três dias. Hoje estou voltando devagar às minhas atividades, mas ainda tenho que me cuidar. A esta altura da vida sei que a minha saúde frágil e todas as "ites" que me acompanham (rinite, bronquite e outras) exigem que eu vá devagar.
Há pelo menos 10 anos que eu não tenho febre alta assim. Foi um susto. Me obrigou a parar de um jeito chato. Ao invés de curtir, como numa parada de férias, me deixou sem energia, carente, entediada, achando que nada na minha vida está no rumo certo. Me fez questionar minhas opções profissionais e achar ruim com a vida (de novo) pelo fato de me ver ainda sozinha. Trinta e três e me sentindo hoje como uma criança, sem profissão estável, duvidando seriamente do meu talento como atriz e da viabilidade deste trabalho, sem marido e filhos. Estranho. Espero que parte desse baixo-astral seja só a doença.
Escrito por Cris às 22h53
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