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Coração sangrando
Se eu tivesse escrito este post em diferentes horas do dia, certamente em cada hora ele sairia diferente. Minha cabeça anda a mil. O desânimo e a tristeza que de vez em quando batem em relação à minha vida amorosa ameaçaram se tornar franco desespero hoje. Estou num daqueles dias em que acho que não há um só cristão (ou budista, ou judeu, ou espírita, que eu sou super aberta) na face da terra que um dia vá querer me namorar – e eu a ele. Na maior parte dos dias eu guardo uma esperança; em outros momentos a solidão não me afeta em nada. Agora, quando junta a falta da esperança com o incômodo da solidão, somados a ridículas histórias amorosas de amigas que ouvi recentemente, mais fantasmas do passado que resolvem voltar pra me visitar, fica difícil agüentar. Cheguei à conclusão de que basicamente não há homens da minha geração disponíveis. Quase todos os heterossexuais solteiros interessantes que eu conheço são mais novos, muito mais novos. Eu não teria maiores problemas em virar uma papa-anjo, mas tenho praticamente certeza que os meninos é que não topariam encarar uma balzaca. Há honrosíssimas exceções: o último homem realmente interessante que estava a fim de mim – e como namorada, não como um rolo qualquer – tem exatamente dez anos a menos que eu e assim mesmo toparia a parada sem titubear. Por uma dessas razões que a razão não explica (e pelo quê vou pedir explicações a Deus quando estivermos face a face :)), nesse caso fui eu que cheguei à conclusão que não dava. Dar detalhes do caso seria muito desrespeitoso com a intimidade dele, então fico por aqui. Mas no final acho que já está claro pra ambas as partes que não era pra ser. Minha pergunta é: algum dia vai acontecer? Algum dia vou encontrar alguém que “era pra ser” e que pense que eu também “era pra ser”? Algum dia seremos, poderemos dizer que somos? Ou, pelo menos, algum dia isso vai deixar de ser importante pra mim do jeito que é agora? Vou poder ser uma solteira feliz? Do jeito que estou negativa hoje tenho até medo de verbalizar as possíveis respostas. Fico me perguntando o que há de errado comigo, qual a minha porcentagem de responsabilidade nesta situação, até onde é falta de sorte, até onde é falta de homem. Neste exato momento, os meninos que me perdoem – eles que são meus leitores mais assíduos – mas tenho vontade de mandar grande parte dos que conheço ou conheci pra puta que pariu. Estou péssima hoje, como já deu pra perceber, mas ainda acho que valho a pena. Pena que nenhum homem compartilha da minha opinião no momento.
Escrito por Cris às 23h28
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Eu amo minha TV
Depois de uma boa briga com a Net (acho que ando premiada em termos de mau atendimento ultimamente), foi instalado o pacotinho básico de TV a cabo aqui em casa. Nunca pensei que fosse gostar tanto de televisão. :) Agora posso ver um pouquinho de CNN todo dia, já que não tem BBC (que seria minha preferida) e treinar o inglês, coisa muitíssimo necessária para duas das minhas três profissões. :) Também estou numa alegria só com a banda larga. Pareço criança que ganhou brinquedo novo. Acho que depois a empolgação passa, mas espero fazer bom uso dos novos recursos que tenho.
Escrito por Cris às 22h35
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Só pelo Lucas
Lucas, o Lucas. Já citei essa figura aqui no aniversário dele, em dezembro do ano passado. Figura das mais raras, esse protótipo de Gandalf quando jovem, com seus cabelos batendo na cintura e a barba que, quando ele está inspirado, deixa um mês sem fazer. Recebi um email desse querido ontem, reclamando porque eu não citei nada sobre o nosso último encontro que aconteceu dez dias atrás. A reclamação procede, por sinal: o encontro foi memorável. Só mesmo o Lucas e o pessoal do PUR (Projeto Universidades Renovadas) para me fazerem ir tomar sorvete no vão livre do MASP depois da meia-noite com frio de 13 graus e sensação térmica de seis. Os meninos (claro, tinham que ser meninos de no máximo vinte e poucos anos pra fazer isso) me ligaram depois de uma adoração que haviam feito na Igreja São Luís, a minha paróquia, na Avenida Paulista. Fui encontrá-los num Habib’s. Como o Habib’s só vendia pote de sorvete de dois litros para viagem, a patota não pôde ficar dentro da loja e teve que achar um lugar aonde ir, cada um com sua colherinha de plástico, tomar o bendito sorvete. Não entrei na insanidade deles de tomar realmente o sorvete, mas acompanhei no papo e na cantoria de músicas infantis do Palavra Cantada. Chegamos de casa depois da uma da manhã de uma quinta-feira, semi-congelados, e eu feliz da vida por ser capaz de de vez em quando ainda dar uma de adolescente naquilo que vale a pena.
Escrito por Cris às 21h48
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