Brown e Keane
Definitivamente os britânicos ou seus descendentes deixam marcas profundas na minha vida. Acho que não por acaso os meus músicos de rock preferidos vem da terra da libra esterlina, a começar dos quatro fabulosos Beatles (claro), passando por Eric Clapton e chegando ao Coldplay. Acrescentei outra banda, de sonoridade melancólica, a essa patota: Keane. Pra começar acho o máximo o fato de eles não terem guitarra. A música deles que anda tocando nas rádios, “Everybody Is Changing”, toca exatamente num ponto em que me encontro da vida: aquele em que a gente olha os que estão ao redor e se pergunta o que tem feito. Às vezes parece que todo mundo que conhecemos está seguindo um caminho certo, estável, bem-sucedido, menos a gente. Todos esses questionamentos, sempre velhos e novos, me ocuparam bastante a mente e o coração nas semanas passadas. O lado negativo deles está numa certa inveja de quem está “com tudo certinho”; o positivo em perceber que eu não posso me siturar como pessoa somente por comparação com os outros. E também está em ver coisas boas que estou vivendo e que não estaria experimentando se estivesse “com tudo certinho”.
Nesse sentido ajudou muito a conversa com alguém que o timing perfeito de Deus me apresentou recentemente na academia de ginástica: Sérgio. Não por acaso, Sérgio Brown – outro nome britânico. Foi ele que, numa conversa curta e marcante pelos corredores da academia, me apresentou à citação Zen que diz que "há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito” (Shunryu Suzuki). Ao falar da própria mente de principiante, ele me fez ver que eu também a tenho aberta às muitas possibilidades que venho explorando continuamente, e me lembrou da beleza que é isso. Foi feliz da vida que eu resolvi assumir minha mente de principiante, meus caminhos tortos, e trilhar pelo que a minha mente sonha, sem me frustrar pelo que ainda me falta. É o que estou tentando viver esta semana.
Escrito por Cris às 22h21
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