Mais uminha...
Não resisti em palpitar mais sobre o referendo. Por sorte tenho um amigo que, além de muito querido, muito doce e muito divertido, é muito inteligente. Precisava ser alguém como ele, sempre ele, o Nando, pra escrever a primeira coisa realmente boa sobre o referendo. Discordei de uma ou outra coisinha no artigo dele (o que é saudável). Mas discordâncias à parte, ele foi a primeira pessoa que disponibilizou o texto da lei sobre o desarmamento, e seus textos sempre merecem ser lidos. Vai aqui, então, o link para o artigo dele, "Referendados sobre o quê?". Que todos façam um bom proveito.
http://resmadealfarrabios.blogspot.com/
Escrito por Cris às 11h29
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Mais Veja e referendo
Gostaria de ter tempo de expor meus motivos pra votar SIM no próximo domingo, mas meu livro me espera. Pra quem quer argumentos, recomendo que veja o ótimo Tiros em Columbine, documentário do Michael Moore, e atente para a conclusão a que ele chega sobre os americanos e as armas: é um perigo colocá-las nas mãos de um povo tão medroso. Em resumo é mais ou menos o que eu acho: é um perigo pôr armas nas mãos de um povo que dá tão pouco valor à vida como o brasileiro. Em outros países se rouba e há violência, mas não se mata tanto por causa de briga de trânsito e futebol, nem por dívidas de 50 reais como aqui. E eu conheço a fundo histórias demais pra saber o que estou falando.
Sobre a "matéria" da Veja (que por sinal não merece esse nome), nada melhor do que o artigo do "Observatório da Imprensa" que o meu doce Rodrigo me mandou. Aqui vai o link:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=350IPB002
E fico por aqui até terminar meu livro. Saudações.
Escrito por Cris às 21h26
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Tradução e Veja
Voltei. Mas por pouco tempo. :( Não terminei minha tradução no prazo. Além de não ter terminado, sou caxias o suficiente para ter começado a segunda revisão do livro de 300 páginas. Não bato bem. Mas não consigo ser diferente. Estou traduzindo um livro super interessante de sociologia da moda, que compara o vestuário dos séculos XIX e XX, e ontem perdi não sei quanto tempo tentando descobrir a diferença entre um "fraque" e uma "casaca". Logo eu, que não tenho o menor estilo pra me vestir. Desde que comecei a tradução viciei no "Esquadrão da Moda", do canal People & Arts, e por um tempo andei obcecada com as roupas das pessoas. Com sorte, depois que receber meu pagamento, aproveito um pouco disso pra minha vida pessoal na próxima compra de roupas, que o meu guarda-roupa está caindo aos pedaços. Enfim, espero terminar o trabalho na semana que vem.
Quanto à possível anemia, ainda não fiz o exame (mais um pouco de falta de juízo). Mas até que se prove o contrário acho que é estafa, mesmo. As tonturas, pelo menos, melhoraram depois que comecei a tomar vitamina. Aliás, agradeço muito as dicas do Jaime e todos os votos de melhoras.
A novidade do momento é que decidimos não renovar a assinatura da Veja aqui em casa. Eu nunca gostei da revista mesmo, sempre li pra ter um panorama do que está acontecendo, mas acreditava em mais ou menos 30 por cento do que a revista dizia. O problema é que a grande imprensa como um todo é uma porcaria. Como já ouvi de um amigo, Raul Seixas, num de seus momentos menos inspirados já dizia que "eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz", mas eu tenho que ler pelo menos as mentiras e meias verdades que falam por aí. Por isso não assino jornal e opto por uma revista semanal: dá um resumão e dá pra ler na ergométrica. Menos perda de tempo.
Já tinha ficado enfurecida com uma matéria super tendenciosa sobre os transgênicos no ano passado, mas a matéria de capa orientando as pessoas a votar NÃO no referendo foi demais. Não é tarefa deste tipo de revista orientar as pessoas no seu voto, ainda mais com base nos pseudo argumentos escabrosos que eles apresentaram. Tudo sem um pingo de consistência filosófica. Eu me senti sendo chamada de estúpida, mas dentre os meus muitos defeitos definitivamente não se encontra a estupidez. Sou aberta a debates, escuto argumentos alheios, e estaria disposta a ouvir com serenidade muitos argumentos em favor do NÃO, apesar de finalmente ter me decidido a votar SIM com total convicção. Mas não estou disposta a ser "levada pela mãozinha" e orientada a votar por alguém que acha que eu acredito em Papai Noel. Vou morrer de saudade do Roberto Pompeu de Toledo, única coisa que realmente vale a pena naquela revista, mas dessa vez nem ele conseguiu nos segurar. Depois de anos discutindo se valia a pena renovar a assinatura da Veja ou não cada vez que a assinatura terminava, finalmente batemos o martelo na família a não dar mais nem um centavo para aquela publicação do mal. E vamos escrever pra eles e dizer por quê.
Escrito por Cris às 17h26
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