Mais desgraças e uma boa surpresa
Eu realmente não entendo porque as coisas ruins às vezes acontecem de baciada. Aconteceu a mesma coisa no ano passado, nesta mesma época do ano, quando no mesmo dia um professor meu perdeu o pai, o Irmão Roger de Taizé morreu assassinado aos 90 anos e um tio meu teve um enfarte. A semana que passou foi igual: na segunda-feira foi o acidente da Gláucia; na quinta o Rodrigo perdeu um tio num acidente de carro trágico e uma tia minha, já idosa e doente, foi internada às pressas com trombose. Isso tudo num intervalo de poucas horas. Fiquei como uma louca entre quinta e sábado com um monte de coisas pra fazer relativas a esses dois problemas, fora o imenso desgaste emocional. Nem consegui atualizar este blog e falar da surpresa que mencionei no post "Só pra fazer suspense...".
Pois é. Voltando de uma fantástica semana de férias com o Rodrigo em Buenos Aires, cheguei em casa e vi um imenso pacote em cima da minha cama. Abri o pacote e vi dois exemplares do meu primeiro filho: o livro A Moda e Seu Papel Social, publicado pela Editora Senac São Paulo. Vibrei, como toda mãe diante do filho recém-nascido. A edição está primorosa, e isso não tem nada a ver com o meu trabalho. A capa de Moema Cavalcanti é sofisticada. O papel e a letra são agradabilíssimos e a diagramação está muito melhor do que a do livro original, desde o espaçamento das linhas até a disposição das fotos. A Editora Senac SP está de parabéns. Como resultado desse capricho todo, o livro aumentou de tamanho em 60 por cento. É um catatau de 500 páginas (499 pra ser mais precisa), em oposição às 299 páginas da edição original.
Com relação à tradução que eu fiz, logo nas primeiras páginas já encontrei coisas das quais não gostei. :( Me perguntei por quê os revisores não mudaram certas coisas. Não sei se isso é perfeccionismo meu ou se realmente algumas coisas poderiam ter sido mudadas. O que sei é que a revisora chefe é super exigente. Tenho o consolo de saber que a revisora chefe é muito chata (no bom sentido), e provavelmente se ela deixou certas coisas passarem é porque ruins de todo elas não estavam.
Viva o livro!
Escrito por Cris às 21h34
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