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Faz três dias que eu não saio de casa. Literalmente. Aqui tenho trabalhado, comido, cozinhado, dormido e rezado. Vou confessar que não sinto falta das ruas de Sampa. Ainda se eu estivesse perdendo uma bela paisagem cheiro de mato e canto de passarinhos, vá lá. Ou as ruas de Paris, ou de qualquer cidade bonita. Mas São Paulo... Nem morando na cara da Avenida Paulista, que anda toda esburacada, barulhenta, cheia de entregador de papel e gente perguntando se eu gosto de teatro. O fato de que eu gosto é o que menos vem ao caso aqui, o que eles querem é me vender um título de associação cultural ou coisa que o valha. Só sinto falta de ir fazer ginástica e ir à missa. De resto, estou muito bem trabalhando em casa, ainda mais cheia de trabalho do jeito que eu estou.
Escrito por Cris às 22h40
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Se continuar assim vou mudar de blog. Afinal, os trinta e tres ja foram. Segunda-feira retrasada fiz 35.
Escrito por Cris às 23h11
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Pra completar agora tenho que escrever sem acentuacao... O, paisinho vendido!
Escrito por Cris às 23h09
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Escrevo um post sobre cabelos e chovem comentários. Escrevo outro sobre política e nadinha. Que país é esse, hein, meu povo? rsrsrs
Escrito por Cris às 23h08
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Ressaca eleitoral
Que tristeza. Paulo Maluf campeão de votos. Celso Russomano, Palocci, Genoíno, João Paulo Cunha e outros mensaleiros e sanguessugas eleitos. Clodovil, que só sabe que vai chegar ao planalto chiquérrimo mas ainda não pensou no que vai fazer lá, idem. E o horror dos horrores, uma cena impensável dez anos atrás: ontem eu vi e ouvi, com esses olhinhos e ouvidinhos que a terra há de comer, o Lula falando bem do Collor em sua entrevista coletiva. Reproduzo aquilo de que me lembro: "Tem gente reclamando que o Collor voltou. O Collor já esteve afastado 14 anos! Agora, com a experiência que ele teve como presidente do Brasil, ele pode fazer um trabalho extraordinário no Congresso se quiser." Depois disso falta só anunciarem o fim do mundo. E um dos cavaleiros do Apocalipse pelo visto atende pelo nome de Luís Inácio Lulla da Silva, em quem votei desde 1989, por quem lutei e fiz boca de urna, em quem acreditei. Como diria meu padrasto, petista de primeira hora, desde a fundação do partido: acho melhor pedir desculpas para a Regina Duarte. Era pra ter medo do Lulla mesmo.
Escrito por Cris às 22h16
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